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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O problema do testículo ectópico.

Quando existe um defeito congênito (de nascença) de um ou ambos testículos descer para o escroto (saquinho), o paciente é  criptorquida.
O testículo "tópico" é aquele que se encontra dentro do escroto, ou seja tem localização normal. O testículo que se encontra fora da bolsa, é denominado como ectópico, ou seja ele tem uma localização anormal.

Em geral a descida do testículo para o escroto acontece  logo após o nascimento por meio de uma fibrose e contração de estruturas. Existe chance de descida até dois meses de idade, posteriormente as chances são praticamente nulas.

Um ou ambos testículos podem ter localização anormal sendo este fato de ocorrência bastante comum na medicina veterinária de pequenos animais. A ausência de um testículo (monorquidismo) ou de ambos (anorquidismo) é de ocorrência rara. Por isso notando-se ausência de um ou ambos testículo/s em bolsa,  deve-se suspeitar inicialmente de criptorquidismo.

O ultrassom é o método diagnóstico mais confiável, mas como para todo e qualquer distúrbio deve estar associado a um histórico, exame cleinico e físico completos.

Em geral a localização dos testículos ectópicos é intra-abdominal (não palpável)  ou inguinal (palpável).

Os testículos retidos são predispostos ao desenvolvimento de neoplasias (seminomas e serolinomas). Tais alterações não acontecem imediatamente, mas com o tempo, e por isso recomenda-se a castração precoce destes pacientes.

Existem diversos estudos que apontam  a causa do distúrbio do criptorquidismo como hereditário, autonômico recessivo. Portanto recomenda-se a remoção cirúrgica de ambos os testículos de cães criptorquidas com a finalidade de evitar sua reprodução e transmissão desse distúrbio genético para suas crias.

Os testículos devem ser enviados preferencialmente para estudo histopatológico, a fim de determinar se já existe ou não, alterações compatíveis com neoplasia e se o tecido glandular encontra-se íntegro.
Fig 1: testículo ectópico inguinal. Note o grande aumento de volume da região inguinal esquerda deste paciente. FONTE: http://veterinariatao.wordpress.com/oncologicos/tumor-de-testiculo/
Alguns tipos de tumores testiculares requerem tratamento quimioterápico, outros não. Para definir, é imprescindível avaliação histopatológica após remoção cirúrgica. Só depois é possível afirmar se é um tumor benigno ou maligno.

Fig 2: Testículos ectópicos intra-abdominais removidos via laparotomia. Note o tamanho aumentado da peça a esquerda (neoplásico) e o tamanho reduzido da peça da direita (testículo hipoplásico, pequeno). ARQUIVO PESSOAL CAVET RIBEIRAO PRETO SP



Dúvidas? cavetrp@gmail.com

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domingo, 4 de maio de 2014

Biopsia? O que é isso?

Toda vez que um tecido é retirado do paciente, é indicado que este seja analisado por profissional competente a fim de determinar se há ou não alterações.

Fragmentos de órgãos ou tecidos são enviados para o patologista veterinário, que então procede a processamento da peça. Existem várias técnicas, mas o intuito de todas elas é disponibilizar fatias bastante finas, possibilitando o estudo microscópicos das células presentes.
O patologista também avalia as características macroscópicas da peça, ou seja, faz uma avaliação das características visuais da amostra em estudo, associada a descrição realizada pelo médico veterinário que fez a remoção cirúrgica.

1. Avaliação histopatológica de tecido mamário. Todas as lâminas apresentam alterações celulares e morfológicas de tumores de mama em cadela.  Nesta prancha, cada número representa um tipo de neoplasia.


Outra categoria é a citologia. Neste caso se faz a aspiração de uma pequena amostra de células do local suspeito por meio do uso de agulha fina. É um exame preliminar, que dirige a suspeita diagnóstica pois como a amostra é bastante limitada, deve-se considerar a possibilidade da não colheita de tecido suficiente ou do exato local, principalmente quando a área acometida é muito pequena. Quando bem indicado pode garantir o perfeito andamento do caso clínico.

Bastante comum na clínica veterinária, os tumores de mamas em cadelas e gatas,  tem como indicação de tratamento a remoção cirúrgica da cadeia de mamas. Independentemente do tamanho do nódulo, a amostra deve ser enviada para o exame histopatológico. Somente este exame microscópico é capaz de dizer se o nódulo tem característica de benigno ou malignidade, bem como comprometimento linfático ou das margens cirúrgicas. Por meio da análise histopatológica, é possível também afirmar se um tumor é primário ou secundário (metástase).
A avaliação macroscópica NÃO é capaz de fechar qualquer diagnóstico!

A amostra para histopatológico deve ser fixada tão logo em solução de formol a 10% (1 parte de formol para 9 partes de água). As lâminas de citologia, devem ser fixadas em metanol ou álcool etílico.
Excepcionalmente  para o tecido nervoso (medula nervosa, cérebro, nervos, cerebelo) deve ser fixado em uma solução mais concentrada de formol, 20% (2 partes de formol para 8 partes de água).

 É importante informá-los que o médico veterinário montará o plano de tratamento, conversará sobre o prognóstico do paciente após o conhecimento do resultado deste importante exame, o histopatológico.


O CAVET II oferece estes serviços (análise citológica, histológica/histopatológica) e necropsia.
 Tel (16) 3237.2024      cavetrp@gmail.com

Imagens:
Figura 1: http://vet.sagepub.com/content/48/1/117/F1.expansion.html

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Você já examinou as mamas do seu animalzinho?

Os tumores de mama são muito comuns em cadelas e gatas. Estes tumores podem ser encontrados em todas as idades e a palpação das mamas é a forma mais fácil de identificá-los.

É importante lembrar que boa parte dos nódulos mamários, principalmente nas gatas, pode ser um câncer. Desta forma, uma vez que haja a presença de um nódulo ou aumento de volume na mama de um animal, o ideal é procurar a ajuda de um oncologista veterinário, já que o diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura. 


Atualmente existem diversas modalidades de diagnóstico e tratamento para o câncer de mama.  Se você notou alguma alteração nas mamas da sua cadela ou gata, procure um oncologista veterinário: ele é quem irá orientá-lo sobre os melhores procedimentos para seu animal. 

FIGURA 1. Paciente canina, com vários nódulos mamários, pré-operatório.

FIGURA 2. A mesma paciente da foto anterior, em pós-operatório imediato    .

FIGURA 3. Aspecto final após remoção dos pontos.


FIGURA 4. Paciente canina, durante quimioterapia após diagnóstico de câncer de mama. Alguns tipos de tumores dispensam quimioterapia. Após resultado do histopatoógico, o oncologista veterinário apresenta o protocolo de tratamento pós-operatório.


FIGURA 5. Paciente felina com tumor de mama ulcerado.
Nas gatas, mais de 90% dos tumores de mama são malignos (câncer).

SERVIÇO DE ONCOLOGIA VETERINARIA DO CAVET II
cavetrp@gmail.com
tel: (16) 3237.2024

Fotos: arquivo pessoal.